Jejum: O Clamor Silencioso

June 14, 2016

 

O jejum é a abstinência de alimentos ou de alguma coisa que dá prazer à carne, a fim de consagra-se para obtenção de algum favor ou graça.

          Existem dois tipos de jejuns: o total, em que a pessoa se abstém completamente de água e alimentos, e o parcial, quando é permitido ingerir água e comer algum tipo específico de alimento. A princípio a pessoa que deseja ter experiências com Deus através do jejum e da oração não deve ficar esperando sentir o desejo no coração para realizá-lo, pois a fé não se baseia em sentimentos. Além disso, o próprio coração poderá enganar a pessoa, fazendo-a adiar o início do jejum ou pensar que não é capaz de faze-lo, ou que não lhe é necessário.

          Não jejue com a intenção de aproveitar a abstinência de alimentos para emagrecer, pois perderia a sua força espiritual já que o jejum bíblico não tem nada em comum com o jejum estético.

          Estipule o período de início e fim de seu jejum. Se você não tem costume de ficar muito tempo sem comer, não comece com propósitos prolongados. Faça de acordo com a sua fé e com as suas forças.

          Inicie o jejum após algumas horas de abstinência alimentícia (evite comer tudo que tem vontade e abrir o jejum poucos minutos depois). Ao começar o jejum faça uma oração apresentando a Deus os motivos pelos quais você está jejuando.

          Durante as horas em que estiver no propósito, procure permanecer em espírito de oração, evitando se envolver com assuntos que desviem sua atenção das coisas de Deus. Quanto mais envolvido com as coisas espirituais durante o jejum, maior é a sua eficácia. De preferência não conte a ninguém que está jejuando, exceto por uma situação em que seja extremamente necessário mencioná-lo

          Ao terminar, faça uma oração de agradecimento ao Espírito Santo por ter-lhe dado condições de permanecer até o final e determinando a realização do seu propósito.

         A prática do jejum não pode ser considerada mais e nem menos importante que a oração, porém quando as súplicas não trazem respostas, o jejum funciona como um clamor da alma, mesmo em silêncio. O próprio Senhor Jesus ensinou aos discípulos que existem casos específicos em que a oração não funciona sozinha, ou seja, ela precisa ser acompanhada de um jejum.

         Moisés pode não ter sido o primeiro homem a jejuar, mas as primeiras referências bíblicas acerca desta prática sucederam quando ele permaneceu quarenta dias e quarenta noites na presença de Deus sem comer nem beber absolutamente nada. É possível que antes dele outros tenham realizado algum tipo de jejum, no entanto somente no livro de Êxodo, capítulo 34 é mencionado claramente este tipo de sacrifício. Antes de Moisés ficar em jejum total nestes quarenta dias e noites, ele era um homem muito distante dos desafios que um líder teria de enfrentar no deserto. O resultado desta imensa comunhão com Deus foi o surgimento de uma poderosa nação que, a princípio, não sabia sequer o significado da palavra “liberdade”, embora a desejasse ardentemente.

          O livramento está relacionado ao jejum porque trata-se de uma situação em que os recursos humanos são esgotados e o homem passa a depender completamente de Deus. Neste caso, o jejum torna-se uma arma poderosa, pois é o reconhecimento de que forças terrenas não podem livrá-lo no dia de sua angústia.

           

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