Guerra nossa de cada dia

January 22, 2018

 

"E Aquis lhe perguntava: Quem foi que você atacou hoje? E Davi respondia que tinha atacado o Sul de Judá, ou a tribo de Jerameel, ou a terra dos queneus." 1 Samuel 27:10

Houve uma época na vida de Davi quando todo dia era dia de guerra. Tornou-se uma rotina tal que quando ele chegava em casa todas as noites, as pessoas lhe perguntavam: “Então, quem foi que você atacou hoje?”

Esse fato da vida de Davi, bem como essa pergunta, são muito úteis para nos manter ativos na fé. Todos nós precisamos de lutar nossas batalhas diárias e responder no final de cada dia: “Quem/o que foi que eu ataquei hoje?”

Davi e Salomão refletem dois tipos de vida em relação à fé. Enquanto o primeiro enfrentou toda sorte de guerras até o dia de sua morte, o segundo gozou dos privilégios da herança do pai com a vantagem de ter tido paz durante seu reinado.

Toda a trajetória da vida de Davi foi marcada por guerras internas e externas seguidas de vitórias. Desde sua juventude, como pastor de ovelhas, até à sua morte, Davi gemeu por causa dos seus inimigos. Porém, não se curvou, não se submeteu e nem foi derrotado por eles. A imagem de Davi traz à memória a prática da fé pura. A fé viva no Deus Vivo. E, justamente por conta desse tipo de fé, era considerado homem de guerra. “...teu pai é homem de guerra e não passará a noite com o povo.” 2Sm 17:6 Davi era homem de guerra porque era de fé. E quem vive pela fé, na verdade, vive de guerra em guerra.

Salomão vivia na plenitude da paz. Sua mensagem ao rei Tiro confirma o tempo áureo de seu reinado. “O Senhor, meu Deus, me tem dado descanso de todos os lados; não há nem inimigo, nem qualquer adversidade.” (I Reis 5.4) Podemos notar a diferença de vida entre Davi e Salomão. Enquanto Davi, desde sua chamada, enfrentou injustiças, perseguições, perigos de morte, guerras internas e externas, traições, etc., Salomão gozou o fruto das lutas de seu pai. Em compensação, Davi viveu na fé durante toda sua trajetória e se manteve firme nela até a morte, quando caiu se levantou. Salomão, não. Ao contrário de seu pai, não sofreu conflitos caseiros, nem internacionais. Sua paz e prosperidade, de certa forma, foram ingredientes para sua idolatria e ruína. Seu bem-estar espiritual e material provocou acomodação da sua fé.

            Essa tem sido a situação de muitos que tem se acomodado na fé por conta do bem-estar social e também espiritual. O resultado é a repetição da história de Salomão. Sem ter o que fazer ou do ponto de vista espiritual sem ter de manifestar sua fé, acabou por se entregar às cobiças de sua carne. Inicialmente, a comunhão gloriosa de Salomão com Deus foi logo esquecida e deu lugar à idolatria e à corrupção moral. Por conta do desvio de sua fé, toda a nação sofreu. A prosperidade deu lugar à miséria, o poder à fraqueza, enfim, seu reino foi dividido e, finalmente, seu povo exilado. Todos os seus actos de fé foram apagados pela sua idolatria. Salomão começou bem na fé, mas não sustentou suas conquistas porquanto se desviou da fé.

 

 

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